Demonaldo: O Demônio Entediado

 

Criado por mim e Cristiano Lopes por volta de 2012 e com roteiros meus e de Bruno Rosado, Demonaldo pretendia ser uma tirinha crítica sobre as relações de trabalho, mas tomou alguns direcionamentos sociais e políticos quando estava perto de seu fim. Foi publicada no finado site Cultura de Quadrinhos, selo editorial independente capitaneado por mim e Zé Wellington. Com a descontinuação do selo, a tira também foi cancelada.

Amigos, Amigos...

 

Nascido como um projeto de tirinha autobiográfica para falar essencialmente sobre minha vida como universitário (apesar de apelar pouco ou quase nada pra vida universitária ou minha autobiografia), Amigos, Amigos... não chegou sequer a ser publicado, minguando uma morte prematura quando o selo Cultura de Quadrinhos acabou antes do esperado. Criada por mim e com desenhos primeiro de Cristiano Lopes e depois de Ronaldo Mendes, acompanha a rotina dos amigos Carlos e Beto, os quais passam a morar juntos após a separação do segundo. Boba em sua estrutura, acabou por reforçar certas posturas machistas e masculinidade tóxica. Mantenho aqui como símbolo de minha parceria com Ronaldo e Cristiano e da jornada que tenho feito para, enfim, me livrar de certos padrões antiquados. Espero algum dia retornar a ela com uma nova roupagem, trazendo outros modelos de masculinidades e de relacionamentos além da monogamia.

GILGAMech

 

Minha primeira ideia para uma série infantil envolvia contar a história de Gilgamech, um super robô espacial resgatado por Joana e Pedrinho que procura fugir das garras do vilão espacial Colecionador - a cada edição, Joana, Gilgamech e Pedrinho resolviam os desafios através de conhecimento científico, seja este já provado ou ainda em forma de teoria. A ideia gerou uma história-modelo (abaixo). O roteiro de uma "primeira temporada" foi todo escrito, passando pela mão de desenhistas como Cristiano Lopes, Felipe B. Lima e Kaléo Mendes, este último chegou a fazer um modelo em biscuit que brilhava os olhos e sugerir uma série animada. Por conta da minha inexperiência e excesso de empolgação, Gilgamech não foi muito longe.

O Guardião

 

Criado por mim com designs de Marcus Rosado e artes extras de Cristiano Lopes e Maxwell Duarte, O Guardião é uma das muitas centenas de sátiras a super-heróis que existe. A ideia era criar um super-herói que fosse um tipo de "desastre natural", ou seja, sempre que ele aparecia - por mais que salvasse a humanidade de uma grande ameaça - deixava um rastro imenso de destruição. As histórias nunca eram centradas no Guardião em si, mas nos humanos que sobreviveram à sua aparição ou em governos que se utilizavam de sua presença em função própria. Cinco roteiros foram escritos, dois desenhados e um publicado. Minha ideia era sempre publicar uma nova história quando eu lançasse um portfolio de meus trabalhos, mas ambos pensamentos foram abandonados. O Guardião chegou a ser pensado como jogo eletrônico independente por Kaléo Mendes, mas a ideia não seguiu. O logo d'O Guardião foi desenvolvido por JJ Marreiro.

Campanha 24 Quadros

 

No tempo em que cuidei da Campanha 2015-2016 do grupo de cinema 24 Quadros, desenvolvi junto a eles a logo do grupo. No briefing inicial havia a necessidade de manter o elemento do "megafone", que era algo desenvolvido desde as primeiras reuniões deles. Trabalhei em várias versões do megafone até finalmente encontrar uma interessante, que consistia em unir dois megafones (não me fugia à cabeça a ideia de identidade "par" do nome do grupo) de forma que, juntos, parecessem uma tela de cinema projetada. Mandei versões coloridas porque quis dar alegria e uma identidade brasileira à marca, mas elas não foram aprovadas. Assim, incluí as ideias do grupo que consistia em colocar uma linha fina em fundo preto, o que acabou sendo a concepção final aceita e trabalhada por eles.

Catálogo 24 Quadro: 5 Anos

 

Artbook: A arte de Jon Bosco

Eu tenho bastante orgulho desse trabalho que fiz por encomenda do Jon Bosco. Eu costumo ter uma postura bem "cabeça fresca" hoje em dia com relação a pedidos de clientes: o que me pedem, eu faço. No entanto, Bosco foi muito receptivo a ideias e pediu várias sugestões o tempo todo. Por mais que a martelada final fosse dele, passar um tempo trabalhando em suas artes de forma que elas pudessem parecer atraentes no seu artbook foi divertido e me deu uma chance de pesquisar e estudar várias alternativas. Estava sinceramente inspirado em procurar grandes livros de arte e o DC Comics: 75th anniversary poster book me trouxe uma pá de ideias interessantes. No entanto, pelo tamanho final do livro do Bosco, preferi manter a simplicidade e objetividade na diagramação: dando páginas inteiras aos desenhos. A capa, em especial, nos tomou algum tempo e eu fiz algumas sugetões levando em conta artes que tanto eu quanto Bosco achamos interessantes - mas no fim prevaleceu a decisão de manter uma que fosse contratualmente segura e ainda simbolizasse aquilo que é forte e poderoso nos desenhos do Bosco. Abaixo, vocês podem ver algumas decisões deixadas de lado.