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Randomizando o Netflix 1

Justin Chadwick

Quando o governo livre do Quênia divulga que oferecerá educação gratuita às comunidades, Maruge, um veterano Mau Mau, vai até a escola de seu vilarejo para cobrar seus direitos, mas recebe resistência tanto das pessoas da vila quanto da administração da escola.

Emocionante de muitas formas, o filme fala sobre educação da forma como deveria sempre ser tratada: numa perspectiva político-social-histórica. Oliver Litondo entrega uma atuação forte e poderosa, digna das lágrimas que dificilmente não correrão no clímax.

★★★★★

Atom Egoyam

Zev é um sobrevivente de Auschwitz que passa seus últimos dias de vida numa casa de repouso. Após a morte de sua esposa, ele e seu amigo, Max, traçam um plano para encontrar e matar seu torturador, lutando, principalmente, contra o avanço do Alzheimer de Zev.

Talvez umas das mais memoráveis interpretações de Christopher Plummer, a narrativa bem elaborada consegue colocar o espectador ao lado de Zev, sentindo sua dificuldade em cada “parada” de sua jornada e entristecendo-se com o inevitável final.

★★★★

David Sampliner

David não se vê como “macho-alfa”, achando que tal característica era um defeito a ser resolvido. Quando sua esposa o avisa que eles têm um bebê a caminho, David tenta encontrar o “macho” dentro de si na esperança de ser um pai melhor.

O documentário surpreende apresentando um início equivocado (reforçando estereótipos de gênero – criando a imagem do que é ser “um homem”) que aos poucos vai mudando, tornando-se um caminho de auto-descoberta, pazes com o passado e aceitação de si mesmo.

★★★★

Michael Mann

Robert DeNiro é um ladrão perseguido pelo policial interpretado por Al Pacino. O conflito entre os dois atravessa seus egos, contaminando aqueles que estão ao seu redor.

Michael Mann dirige vislumbrado por ter dois grandes astros de 1970 à frente e cara a cara e infelizmente deixando de lado uma boa trama e esquecendo que boas histórias policiais – principalmente aquelas das quais suas estrelas são lembradas – refletem e discutem a sociedade e o sistema em que estão inseridos. O resultado disso é um filme excessivamente longo, com atuações automáticas e enredo furado.

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